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Vereador lê carta de indignação que relata descaso na Santa Casa
22/05/2012

Ao fazer uso da Tribuna na Câmara Municipal, o vereador Edmilson Armellei (PP) teceu comentários sobre a total falta de perspectiva de melhoria da Saúde do município.  Em seu discurso, Edmilson afirmou que apesar dos elevados valores repassados à Santa Casa, as condições no atendimento médico em nada melhoraram. No ensejo, o parlamentar leu uma carta que relatava o descaso da entidade com a dor da perda de um ente querido. Confira a carta na íntegra: 
"Meu nome é A.G.B e tem este e-mail a finalidade de relatar os fatos acontecidos na Santa Casa de Piracaia, no dia do falecimento de minha mãe D.T.G: 


Minha mãe era residente do Lar São Vicente de Paula, onde no dia 13 de Abril deste ano veio a falecer. Assim que fomos comunicados nos dirigimos ao Lar, e por volta das 4:30 da manhã eles providenciaram para que o corpo dela fosse encaminhado à Santa Casa de Piracaia para que um médico desse o relatório para o atestado de óbito. Devo salientar que minha mãe já havia sido internada duas nezes nesse hospital, além de ter passado outras vezes por médicos de lá.  Mesmo assim, os médicos plantonistas se recusaram a fazer o relatório e pediram para que esperássemos um médico do hospital, o que ocoreria por volta das 8:00 horas da manhã. Já havia passado em muito das 8:00 horas quando fomos comunicados que o médico não chegaria mais naquele horário, e teríamos que aguardar até as 10:00 horas, mas para a nossa surpresa, ele também não chegou nesse horário. E foi então que meu filho, G., entrou em desespero e aí eles resolveram nos libear, para que, pelo menos, ficássemos junto ao corpo, mas antes nos perguntaram se queríamos que ela fosse encaminhada para o IML. Se fosse para encaminhá-la ao IML porque não haviam feito logo que o corpo chegou ao hospital?
Diante da nossa recusa, pois eles tinham o histórico dela e sabiam que ela, além de ser cadeirante, também tinha problemas respiratórios, nos encaminharam para o necrotério . Apesar da dor de perda, tivemos também de suportar a dor de vê-la sobre uma bancada de mármore, cheia de água, como se fosse um monte de carne pronta à ser jogada  fora. Desculpe as palavras, mas o sentimento é esse mesmo, e também sem refigeração. Quando viram nossa indignação, resolveram cololocá-la em uma maca e cobri-la com um lençol.
Enfim, o relatório para o atestado de óbito saiu por volta das 11:00 horass e até chegar a funerária que fez o traslado dela para Santo André – SP, pois seu desejo era ser enterrada no Cemitério de Caminópolis, em Santo André – SP, onde estão outro familiares, e, sem saber se o corpo estava liberado ou ao, a funerária não quis se deslocar para lá. Então já eram 13 horas quando a funerária para fazer o traslado, e, assim, lamentavelmente não tivemos tempo suficiente para velar seu corpo, pois o enterro estava marcado para às 16:30 horas, e devido ao trânsito de São Paulo, tivemos somente, aproximadamente, meia hora para velá-la. Desejo que outras famílias não tenham que passar por esta mesma situação, aumentando em muito a dor desta hora tão triste.
Atenciosamente,
A.G.B."