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Linhas de Transmissão: Piracaienses se mobilizam por recursos de compensação
02/04/2012


Desde setembro de 2011, com a notícia de que Piracaia seria um dos 28 municípios paulistas atingidos pela rota das linhas de transmissão Araraquara II – Taubaté, um grupo de piracaienses tem se reunido para discutir os impactos da obra, e se mobilizado para pleitear recursos de compensação ambiental junto à Copel – Companhia Paranaense de Energia. 
O grupo constituído por representantes da sociedade civil, entre biólogos, professores, jornalistas, artistas plásticos, bibliotecários e autônomos, originou o movimento denominado “MOMA” (Movimento Organizado do Meio Ambiente). O Movimento vem trabalhando na elaboração de projetos de compensação aos impactos ambientais, históricos e turísticos, ocasionados pelas instalações das torres que atingirá cerca de 24,1 km lineares do município, compreendendo desde a divisa com Atibaia até o limite com o município de Igaratá. De acordo com os estudos, Piracaia é o terceiro município com maior extensão a ser atingido pelo traçado que aumentará a disponibilidade de energia em toda região sudeste do país.
Nessa última semana (21/3), o grupo se reuniu com a Coordenadora dos Programas Socioambientais da Copel, Sandra Elis Abdalla, para apresentar projetos e propostas que visam o ressarcimento dos futuros impactos causados pelo empreendimento. Na reunião, os membros do “MOMA” expuseram que há muito tempo Piracaia vem sendo explorada por grandes Empresas e Companhias, porém o investimento no município tem sido pífio. Expuseram, ainda, a necessidade de se implantar projetos e programas que promovam a sustentabilidade socioambiental, valorizando a diversidade cultural e turística de Piracaia. 
Sandra Elis Abdalla – representante da Copel – afirmou que Piracaia tem sido pioneira, entre os 28 municípios paulistas atingidos pelo traçado, na formação de um grupo preocupado com a instalação das torres. E que a ação do grupo tem sido positiva, gerando repercussão na companhia paranaense: “Estamos abertos para discussões... É bom saber que existem pessoas da sociedade civil preocupadas e se mobilizando pelo município. Apenas devemos agilizar a formalização desses pleitos, pois, estamos em fase das liberações das licenças prévias. Comprometo-me em agendar uma nova reunião com os diretores dos departamentos responsáveis, para que essas propostas sejam discutidas com afinco. Acredito, a princípio, que esses pleitos não são difíceis de ser atendidos”, revelou Sandra.


Os pedidos do “MOMA”


Foram apresentados os seguintes pedidos à Coordenadora da Copel: 1) Empreendimentos em relação ao Rio Cachoeira, de modo a compensar os impactos ambientais,  correspondendo na definição do tamanho da área a ser restaurada, definição das áreas prioritárias ao longo do curso do rio,  na definição de plantios e  manutenção de mudas, e na implantação de corredores ecológicos; 2) Estudos para possíveis pinturas camufladas das torres, e instalações de mirantes de observação, de modo a compensar os impactos visuais; 3) Revitalização do prédio do IEPSAC (Instituto Profissionalizante Santo Antônio da Cachoeira) para a formação de um Centro Socioambiental, de modo a compensar o impacto Turístico e Social do Município.


O Empreendimento


A implantação da linha de transmissão Araraquara II – Taubaté, em 500 kV, destina-se ao aumento da disponibilidade de energia na região sudeste do Brasil. Essa linha de transmissão atravessará 28 municípios paulistas. Este empreendimento reforçará o Sistema Interligado Nacional, interligando a Subestação Araraquara II – onde chegará principalmente a energia produzida no Complexo Hidroelétrico do Rio Madeira, no estado do Amazonas – aos principais centros de carga da região sudeste, ou seja, São Paulo e Rio de Janeiro.  Essa linha de transmissão faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, que o Governo Federal criou para impulsionar as obras que são fundamentais para o país.