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Câmara apresentará “Moção de Repúdio” pela construção de presídio
02/08/2009

   


Em 2008, uma ação popular conseguiu impedir a desapropriação de um terreno para a construção de uma penitenciária que abrigaria 800 mulheres. Agora, foi anunciada a instalação de um presídio para 1500 detentos. Pelo visto, o Executivo do Estado não desistiu da obra.


Na última terça-feira, 21, o Diário Oficial do Estado publicou o decreto Nº 54.562 que preocupou autoridades e moradores de toda região bragantina. O decreto - assinado pelo Governador José Serra - informava a desapropriação de uma área (situada na rodovia D. Pedro I, na altura do km 65, próxima à estrada que dá acesso a Pedra Grande) para a instalação de uma penitenciária.  


A edição de 25 de julho do jornal “Atibaia Hoje” trouxe uma fotografia ilustrando o local. Segundo a imagem de satélite, o presídio ficará a um pouco mais de 400m da estrada da Pedra Grande, fazendo confrontações com a  Estrada Municipal Carlos Gebim e a Estrada Municipal Laranja Azeda, na divisa de Bom Jesus dos Perdões e Atibaia.


 Mobilização


O movimento “Presídio Não!” – que combateu a instalação do presídio feminino em Bom Jesus dos Perdões em 2008 – realizou nessa última quinta-feira (30), uma reunião para discutir a instalação da penitenciária anunciada pelo Diário Oficial. A reunião foi realizada na empresa Dynamic Air em Nazaré Paulista, e contou com a presença de autoridades, associações, munícipes e empresários de toda região.  


Os vereadores das cidades de Bom Jesus dos Perdões, Atibaia e Piracaia garantiram que apoiarão o movimento, e que apresentarão uma Moção de Repúdio que será anexada ao abaixo assinado que já está sendo providenciado. Além da Moção, os parlamentares se comprometeram em buscar meios para impedir que a instalação seja concluída. 


Durante a reunião, o presidente da Câmara, Silvino Dentista, afirmou que não é contra a instalação de unidades penitenciárias. Mas nesse caso, o problema está no tamanho do projeto. “Os turistas se deslocam da capital em busca de tranqüilidade, conforto e segurança, e se por acaso, essa instalação for concluída, quais serão os nossos atrativos? Se hoje, os recursos para o desenvolvimento turístico já são difíceis de serem conseguidos, quem dirá com uma penitenciária de grande porte instalada na região. Nós, políticos e cidadãos, temos a obrigação de lutar e impedir que isso aconteça”, concluiu.


Imagem veiculada no