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Vereadores de Piracaia participam de reunião do Consórcio PCJ
18/03/2014


A primeira reunião do ano do Conselho Fiscal do Consórcio PCJ aconteceu na terça-feira passada, 11 de março, na Câmara Municipal de Campinas, na qual se discutiu as ações de enfrentamento da estiagem que as bacias dos rios Piracicaba Capivari e Jundiaí estão vivenciando desde o final do ano passado. Também foi discutida a renovação da outorga do Sistema Cantareira. Durante o encontro, foi aprovado o documento intitulado “Carta de Campinas”, que deliberou sobre diversas ações necessárias para amenizar o impacto da estiagem em pleno verão à gestão das bacias hidrográficas envolvidas, como também, evitar que situação similar aconteça no futuro.


Dentre as diversas ações deliberadas pela “Carta de Campinas”, está a realização de uma grande manifestação nomeada “Ato do Cantareira”, previsto para ocorrer em Piracaia, onde está situada a barragem Cachoeira, umas das cinco que compõe o Sistema Cantareira. O ato pretende chamar a atenção de toda a sociedade, tanto das bacias PCJ como do Alto Tietê, onde está a Grande São Paulo, quanto à crise existente nas regiões abastecidas pelo Cantareira. Esse ato será realizado durante a próxima reunião do Conselho Fiscal, prevista para ocorrer no mês de abril.


A carta solicita garantias da redução da dependência do Sistema Cantareira pela Grande São Paulo que sejam asseguradas vazões de 12m3/s durante a estiagem para as Bacias PCJ e 18m3/s até 2024. Durante o encontro do Conselho Fiscal, houve mais contribuições à carta como o desassoreamento das represas municipais e do Sistema Cantareira, além de investimentos em Pagamentos por Serviços Ambientais e proteção de nascentes.


Os vereadores da Câmara Municipal de Piracaia, Clovinho e Professor Rogério, membros do Conselho, estiveram presentes, e informaram que a insuficiência do Sistema Cantareira nos dias de hoje também foi tema abordado, ressaltando a urgência de ações da Sabesp e do Governo. Tais medidas, segundo o que foi dito na reunião, já deviam ter sido feitas em 2004, quando houve a primeira renovação da outorga, que é de 1974. Entre as medidas, está o plano da macrometrópole que prevê a construção de reservatórios no estado de São Paulo.