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Cortes de árvores é mais uma vez alvo de denúncia na Câmara Municipal
13/03/2012


Durante a aprovação do Projeto de Lei Nº 07/2011, de autoria da vereadora Eunice Cabral (PDT) – que dispõe sobre a política municipal de arborização, ajardinamento e gestão do verde e do meio ambiente do município – os vereadores Silvino Dentista (PSDB) e Dr. Luiz Henrique Bueno (DEM), juntamente com o presidente da Câmara Prof. Wanderley (DEM) apresentaram mais uma denúncia contra o Poder Executivo, dando conta de novos cortes de árvores no município, desta vez no Jardim Alvorada.
Conforme os vereadores, a Administração Municipal efetuou o corte das mangueiras, situadas nas margens do córrego do bairro, sob a alegação de “garantir segurança” aos moradores, pois, a falta de poda e a altura das árvores tornavam o local escuro e ideal para abrigar criminosos e usuários de drogas. 
“Ao invés de interceder por mais policiamento e investir na Segurança Pública, a Prefeitura optou por cortar as árvores... Isso é um grande absurdo, mesmo porque as árvores encontravam-se a menos de 30 metros da margem do córrego, ou seja, em APP (área de preservação permanente), o que é proibido pelo código florestal (Lei 4.771/65)”, argumentou o presidente da Câmara.
Esta não foi a primeira vez que a Administração pratica o corte de árvores. A Prefeitura já foi autuada e precisou firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) por ter cortado dezenas de árvores da mata ciliar em meados de agosto de 2009. Na memorável ocasião, a alegação era de que as árvores foram cortadas para “adequação” dos espaços da Festa do Peão de Boiadeiro. Além disso, os cortes das árvores da Praça do Rosário (em 2010) e do Parque Ecológico (em 2011) também geraram polêmica no município.
“Parabenizo a vereadora Eunice pela iniciativa do projeto que trata da política de arborização e preservação do meio ambiente. Espero que a partir da aprovação desse projeto, as árvores de outros bairros não sejam sacrificadas pelo simples fato de abrigarem usuários de drogas, pois, se formos seguir o raciocínio dessa Administração, com o significativo aumento do consumo de entorpecentes, e com o aumento da criminalidade que assombra não apenas o município, mas também o país, daqui a cinco anos não teremos mais árvores na Floresta Amazônica”, protestou o vereador Dr. Luiz Henrique.